Depois dos artigos, segue-se uma tradução do Pai-Nosso em aramaico.
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
ACONTECEM COISAS MARAVILHOSAS
Dorothy Rieke
(1969)
Certa noite, após uma reunião de testemunhos de quarta-feira, uma amiga minha falou alguma coisa a sua amiga. Ela falou com grande certeza e convicção na sua voz: “Não te preocupes com coisa alguma – acontecem coisas maravilhosas. Disse isso com tanta ênfase que uma outra senhora também a ouviu. Esta senhora, no seu caminho para casa começou a refletir sobre esta atitude alegre e positiva. Reconheceu que esta atitude positiva e alegre não era nem um pouco a sua, aquela que tinha mantido todo o tempo. Inquietava-se com muitas coisas e por vários motivos: uma doença incurável, que se tornava cada vez pior; uma baixa contínua nos negócios; preocupação com seu filho que estava numa zona de perigo na Coréia. Perguntou-se a si mesma: “Como posso dizer que não estou preocupada”? Veio a resposta, como de Deus falasse para ela: “Porque Deus é tudo o que existe, não existe motivo nenhum para se preocupar”. Nessa noite, no caminho para casa, resolveu que, o que quer que acontecesse com seu corpo ou no seu negócio, recusar-se-ia a se preocupar e, em vez disso, rejubilar-se-ia pensando que acontecem coisas maravilhosas. Compreendeu que a base para uma tal atitude alegre era científica, porque estava convencida de que Deus era tudo e que Ele realmente se expressa.
Ficava firme na prática dessa atitude científica, positiva e alegre. Como resultado disso, ela foi curada muito depressa e o seu negócio se restabeleceu com tal grau de sucesso como nunca tinha acontecido anteriormente.
A nora desta senhora estava doente e pediu a sua sogra para ajudá-la. Ela também se preocupava com muitas coisas: sobre sua própria doença, sobre problemas na escola na qual lecionava e preocupava-se com seu jovem esposo, que estava na Coréia, em zona de perigo. A sogra lhe contou da atitude positiva e alegre e das coisas maravilhosas que aconteceram por ter ativado essa atitude. A nora resolveu também, que, o que quer que acontecesse com seu corpo ou nos seus assuntos, recusar-se-ia, constante e energicamente, a se preocupar, em vez disso, alegrar-se-ia com o fato de que acontecem coisas maravilhosas. Como resultado dessa atitude ela foi curada, o seu marido foi logo transferido para bem perto da cidade onde moravam que podia até esquecer que ele estava no exército. Na escola tudo se colocou em ordem. Mas, lá aconteceu uma coisa que desejo compartilhar. Um dia uma menina pequena disse-lhe: “Tenho uma amiga que quer se suicidar. Os pais dela não se amam mais. Na casa dela está tão horrível que realmente ela não quer mais viver. Que posso dizer a ela”? A professora, com sua maneira positiva e alegre de pensar, falou à menina em palavras simples “Diga à sua amiga que mesmo quando as coisas que acontecem em casa parecem horríveis, Deus fará com que coisas maravilhosas aconteçam, porque Ele a ama. Mas ela precisa saber disso, crer nisso e se alegrar com isso”.
Uma semana depois, esta pequena menina chegou junto à professora e disse-lhe: “Preciso confessar uma coisa, eu mesma era a menina que queria se suicidar. Mas, fui para casa e contei aos meus pais o que a senhora me tinha dito, e agora eles se amam e amam a mim também, e lá em casa tudo está tão bom, que por nada nesse mundo ainda pensaria em me suicidar”. Isso tudo a professora contou à sogra e ela deu um testemunho. Assim, a senhora que tinha dito, primeiramente, estas palavras positivas e alegres, ouviu como elas abençoaram seis pessoas; porque elas tinha ativado tais palavras em suas vidas.
Tirei duas conclusões muito importantes destes testemunhos: 1º) não faz diferença se a pessoa é Cientista Cristão experimentado, que estou a Ciência Cristã durante anos e ficou desanimado, ou se é alguém totalmente novato na Ciência Cristã a ponto de nem se dar conta de que é um Cientista Cristão; 2º) não importa se o problema seja de negócio, uma doença incurável, uma permanência numa zona perigosa, um problema entre relações pessoais – a mesma atitude positiva e alegre curou e continua curando.
Tenho dado este testemunho por toda parte nos Estados Unidos e em todos os países onde posso dar um testemunho. ainda me chegam notícias de todo o mundo. eu mesma fico firme na alegria de que não existe absolutamente nada sobre o que precisamos nos preocupar e que acontecem coisas maravilhosas. Então, seguem-se curas, como resultado essa maneira de agir.
A pouco tempo, quando meu marido deu conferência na Alemanha e na Suíca em língua alemã, passamos um mês em Munique, como preparação à conferência em alemão. Orei para que Deus me usasse numa maneira que resultasse em benção para os outros. Ele o fez. Deus me inspirou a pedir a alguém para traduzir o meu testemunho para o alemão. Um maravilhoso Cientista Cristão o traduziu e ma ajudou para que pudesse lê-lo corretamente. Cada quarta-feira eu lia meu testemunho em alemão, em várias igrejas. No fim de cada culto vinham os visitantes alemães e me agradeciam por este testemunho maravilhoso e, naturalmente, eles falavam tão depressa em alemão que eu não sabia o que diziam. Não podiam crer que alguém que pudesse ler tão bem em alemão, não pudesse compreendê-los. Então lhes disse que só conseguia falar alguma coisa em alemão e, desse dia em diante passamos a nos compreender bem melhor. Recebo ainda notícias entusiasmadas da Alemanha sobre o fato de que acontecem coisas maravilhosas porque existem pessoas que se recusam a se preocupar.
Uma das experiências mais entusiásticas tive na pequena cidade de Wetzikon, na Suíça. Meu marido lá proferiu a sua última conferência em língua alemã, em um domingo à tarde. As pessoas chegaram de todas as partes da Suíça e muitas também da Alemanha. A conferência deveria ser dada no salão de baile de um hotel. Mas por favor não imaginem que era um salão com os que se encontram em Detroit.
Era uma construção enxaimel de 300 anos. Muito antes que todas as pessoas que entrassem no salão, o dono aflito exclamava: “Não podemos deixar entrar mais ninguém. A casa é velha demais e cairá”. Meu marido resolveu o problema começando a conferência um pouco mais cedo e dando outra em seguida. Visto que as pessoas nunca haviam passado por tal situação e não sabiam o que fazer, encarreguei-me da situação: fiquei durante a primeira conferência fora da casa, para dar explicações às pessoas que chegavam. Enquanto eu estava ali e me rejubilava por causa das muitas pessoas que vinham para a conferência, uma senhora chegou-se a mim e disse que morava muito longe. O resto da família, exceto sua mãe, estava lá dentro, para ouvir a primeira conferência. A mãe não podia andar. Eles a trouxeram, mesmo sabendo que ela não podia ouvir a conferência, mas esperavam que o Sr. Rieke talvez pudesse falar com ela. Mas agora, prosseguiu, após a segunda conferência seria tarde demais para regressar a casa; perguntou-me se eu não poderia falar com ela. Creiam vocês ou não: falei com essa senhor durante 20 minutos em alemão. Disse coisas em alemão, das que nem em sonhos pensei poder expressar em alemão. Na minha bolsa havia uma cópia do meu testemunho que eu lia em todas a reuniões. Dei a ela e lhe disse que, se fizesse a mesma coisa, como as pessoas haviam feito nesse testemunho, ela seria curada também. Podem imaginar minha alegria quando recebi o testemunho de volta com a noticia de que ela fora curada totalmente!
O significado de “Não me preocupo com nada – acontecem coisas maravilhosas” não é uma fórmula, nem um simples desejo, no qual só queremos ver o bem, apesar de o mal estar presente. A afirmação, “não me preocupo com nada” baseia-se na mais importante de todas a leis metafísicas: na lei de que Deus é tudo Porque Deus é tudo, não há nada, absolutamente nada a respeito do que nos preocupar.
Vamos pensar um pouco acerca da totalidade de Deus. Ouça algumas afirmações que Deus mesmo faz, assim como escrito em Isaías: “Eu sou o Senhor, e não há outro; além de mim não há Deus”. Sra. Eddy atribui grande importância à lei metafísica de que Deus é tudo. Em A Unidade do Bem, pág. 7, ela disse que encontra grande inspiração quando Considera a totalidade de Deus na seguinte frase do livro Ciência e Saúde, pág. 520: “A Mente insondável [Deus] já está expressa. A profundidade, a largura, a altura, o poder, a majestade e a glória do amor infinito enchem todo o espaço. Isso é o bastante”! Estou convicta de que todos nós procuramos compreender esta poderosa infinidade de Deus, cada um à sua maneira individual. Eu sinto bem forte Sua totalidade quando digo: “Claro: estou bem no centro de Deus; a 50 mil léguas acima e abaixo de mim e mais uma vez acima e abaixo, não existe nada a não ser Deus. Portanto, não existe absolutamente nada que possa me tocar, a não ser Deus. Não existe nada que possa me influenciar, governar ou controlar – senão Deus. No livro texto-lemos, à pág. 339:8-9: “Visto que Deus é Tudo, não há lugar para aquilo que Lhe seja dessemelhante”. Não podem existir os dois: Deus e o acaso (acidente), guerra, terremoto, furacão ou caos de qualquer forma. Existe só Deus. Não podem existir os dois: Deus e dores do coração, tumores, câncer, paralisia, epilepsia, resfriados, mal-estar ou doenças de qualquer outra espécie. SÓ HÁ DEUS! Não podem existir os dois: Deus e o ódio, o medo, as críticas, o rancor, a rebeldia, as preocupações de qualquer espécia – existe SÓ DEUS! Não podem existir os dois, Deus e uma crença e erro. Em virtude desta lei, cada pretensão ou suposição que se opõe a totalidade de Deus deve ser rejeitada e, assim, não restará nenhuma pretensão ou suposição, nenhum sonho, nenhuma ilusão: EXISTE SÓ DEUS! Como a lei da totalidade de Deus repreende uma pretensão ou uma suposição de uma outra lei? Porque é insondável, infinita, eterna Mente divina, é a única Mente; não existe uma outra mente, uma mente mortal que possa abrigar uma pretensão ou suposição de uma outra coisa que possa ser contrária a Deus. Existe só Deus, a Mente divina. Quão maravilhoso é compreender – não importa como se chama o erro – que ele é totalmente não-existente, impossível, em razão da presença, da totalidade de Deus. Então quando dizemos: “Não me preocupo com coisa alguma” somos realmente da opinião de que, em razão da totalidade de Deus, não existe nada com que possamos nos preocupar. Era impossível – em razão dessa totalidade de Deus – que um homem estivesse numa zona de perigo, que existissem problemas numa escola, que casais não se amassem, que uma carreira de sucesso se arruinasse, bem como era impossível que uma menina pudesse cometer suicídio.
Uma senhora jovem, que trabalhava sozinha num escritório, sentiu, de repente, fortes dores e percebeu que tinha perdido a voz e estava a ponto de desmaiar. Tudo o que ainda podia pensar era “Deus” e repetiu a palavra até ficar sem sentidos. Algum tempo depois, quando recuperou a consciência, só podia pensar “Deus”. Em fim pôde pronuncia a palavra “Deus” mas nada mais. Assim repetiu a palavra “Deus” até que pôde dizer “Deus é”, e repetiu “deus é” tantas vezes até que conseguiu dizer “DEUS É TUDO”. Ela estava tão grata e feliz por ser capaz de perceber, reconhecer e expressar, em palavras, a totalidade de Deus que em pouco tempo manifestou a perfeição. A sua cura foi completa e permanente. Oh, não é maravilhoso que, por causa dessa totalidade de Deus, não precisamos nos preocupar? Aliás, com o que você se preocupa? Com sua saúde, sua família, sua igreja, seu suprimento, seu país, problemas do mundo? Peço a todos, que repitam comigo: “Não me preocupo com nada. Porque Deus é tudo, não existe nada com o que deva me preocupar”.
DEUS SE EXPRESSA
A segunda lei básica da metafísica, que é a base de nossa palavra alegre e positive é que Deus se expressa a Si mesmo. È maravilhoso compreender que Deus, que é Tudo em Tudo, é um Deus divino ativo. Só por contemplação e reflexão sobre Deus como Vida podemos reconhecer, claramente, que nunca existe uma interrupção do divino, Ser ativo. Quando consideramos Deus como Mente, percebemos que nunca pose existir uma Mente divina que nunca pensa, sabe, compreende e se expressa.
Quando consideramos Deus como Amor, é impossível que pensemos em Deus como Amor e não compreendamos que Ele sempre ama totalmente de modo ativo a Sua criação perfeita. Ouçam sobre a atividade de Deus, com a expressa o Salmo 104: “Deus...Sobrevestido de luz como de um manto. tu estendes o céu como uma cortina, pões na águas o vigamento da tua morada, tomas a nuvens por teu carro e voas nas asas do vento...Tu fazes rebentar fontes no vale, cujas águas correm entre os montes; dão de beber a todos os animais do campo; ... Do alto de tua morada regas os montes; ... Fazes crescer a relva para os animais”. Não é de estranhar que Davi exclamasse: “Deus meu como tu és magnificente! Cheia está a terra de tuas riquezas”. Assim acontecem coisas maravilhosas porque temos um divino Deus ativo. Que acontecem coisas maravilhosas devemos ao nosso perfeito, todo poderoso, sempre presente e todo sábio Deus, que expressa todas as Suas qualidades em perfeito equilíbrio.
Esse único divino Deus ativo fez tudo o que pôde ser feito no universo. Ele não somente criou tudo, mas Ele sabe, compreende e expressa tudo. A definição de Mente no glossário do livro-texto da Ciência Cristã à página 591:22 diz: “A Divindade, que delineia, mas não é delineada”. Saber que Deus a tudo delineia e planeja é uma verdade básica muito importante, que precisamos aceitar na nossa esperança de que acontecem coisas maravilhosas. Duvido que existam palavras minhas que mais tenham sido pronunciadas do que estas: “O plano de Deus para o homem está em ação e não existe outro poder ou presença que possa interferir”. Gostaria de discutir, hoje, sobre estas palavras com você, precisamente porque dizem respeito às coisas maravilhosas que acontecem. Não há ninguém aqui que não necessite, qualquer dia destes, desta maravilhosa verdade, a fim de deixa-la trabalhar na sua própria experiência. Por exemplo, ao procurar o trabalho certo, ao escolher o apartamento adequado, o automóvel certo, a universidade conveniente, quando desejar tornar-se membro de uma igreja, nela ocupar o cargo certo, onde passar suas férias, ou encontrar a pessoa adequada para casar. Para tomar uma dessas decisões precisamos nos alegrar continuamente, sabendo que o plano de Deus para nós está em ação. Para saber com certeza que é Deus que faz o planejamento e não nós próprios, existem quatro verdades básicas que amo considerar, compreender e me alegrar nelas.
Essas verdades me foram reveladas quando eu tive um problema que achava que não poderia ser resolvido. também não via uma possibilidade de como Deus poderia resolvê-lo. Nessa época levei comigo uma mão com seu filho pequeno para andar de barco. Foi a primeira experiência do garoto de 3 anos com barco à vela. Ele estava impressionado com a extensão da água e encheu a mãe de perguntas, tais como: “Essa água pode passar por cima da minha cabeça?” Sim, respondeu a mãe e, passa até por cima da cabeça do papai”. O pequeno ponderou um pouco e depois disso com confiança absoluta: “Mas não pode passar por cima da cabeça de Deus!” Quando nessa noite, tive a oportunidade de ficar sozinha, fui para fora, olhei as estrelas e comecei a orar. Sabia que o que o pequeno havia dito era uma mensagem de Deus para mim, significando que o meu problema não passava por cima da “cabeça” de Deus. Dirigi-me de todo o coração ao meu pai celestial. Deixei que a Mente divina falasse e prestei atenção. Então aqueles quatro poderosos pontos se tornaram claros e reveladores para mim.
PRIMEIRO: “A Alma tem recursos infinitos para abençoar a humanidade”. (Ciência e Saúde, pág. 60). Nunca comece a trabalhar para um problema com um sentido limitado das coisas, tais como: empregos são raros, não há homens da minha idade, existe só uma escola adequada par mim e não sei qual é. Comece com a infinidade da bondade de Deus. Não esqueça: Suas fontes são infinitas! AS possibilidades de rendimento existem sobre todas as medidas, as possibilidades de ocupação são infinitas. Ocasiões para servir são infinitas. Porque as fontes de Deus não ficam improdutivas, Ele as utiliza para abençoar. Seja qual for a sua necessidade é produtivamente emocionante começar com a percepção da possibilidade infinita, com a qual seu Pai celeste abençoa você. Porque as fontes pertencem a Deus, elas tem que ser maravilhosas, harmoniosas, boas e perfeitas em todos os aspectos. Alegre-se pelo fato que você é rico. Você é herdeiro do reino de Deus. Lemos em Lucas 15:31: “Meu filho, tu estás sempre comigo, tudo o que é meu é teu”.
SEGUNDO: A Mente divina, a inteligência todo-sábia, sabe quais são as melhores fontes para satisfazer as necessidades de cada um. Jesus disse: “O vosso Pai sabe o de que tendes necessidade”. Não é maravilhosos saber que podemos confiar em Deus, saber que o objetivo de Deus excede a tudo que nós, humanamente podemos planejar? Deus, a Mente divina, abre as Suas fontes para os homens com toda a sabedoria e, portanto, para alguém que compreende isso, nenhum caminho está bloqueado, nenhum desejo correto fica insatisfeito, nenhuma necessidade fica sem ser atendida. Exatamente nesta parte da demonstração precisamos ficar firmes e não começar a criar limitações. Precisamos confiar totalmente nas decisões de nosso Pai celeste para saber o que é o melhor para nós. Não nos tornemos culpados ao dizer: “Pai celeste, seja feita a Tua vontade – mas espero que ela se manifeste assim ou assado”! Não! Precisamos orar sem restrição: “Não se faça a minha vontade e sim a Tua”. Algumas vezes, para ter certeza de que deixei, realmente, todos os planos nas mãos de Deus, oro: “Deus, a mim tanto faz, se procuro ouro no Alasca, ou cuido de gado na Argentina, ou limpo chão em asilo, ou lavo roupa em Timbuctu. Tudo o que Te peço, meu Pai é que Teu plano, que está em ação em mim, seja feito”. E então em alegro de que é o plano de Deus, e só o plano de Deus que está em atividade e que nada, absolutamente nada pode interferir.
Oh, com que total segurança, liberdade e confiança podemos olhar o futuro, sabendo que Deus cuida de nós em todas as circunstâncias.
TERCEIRO: “O Amor nos inspira o caminho, ilumina-o, no-lo designa e nele nos guia”. (C. & S. pág. 454:18) Não é esse um pensamento maravilhoso? Muitas vezes podemos ouvir: “Mas como reconheço qual é o plano de Deus para mim? OU como “posso saber que passos devo dar”? “Deus com certeza sabe, mas eu não o sei”. Essa declaração maravilhosa garante que o homem nem pode fazer outra coisa, senão dar os passos certos e, encontrar as decisões certas. Certamente, não é que Deus sabe todas as respostas e os homens andam à apalpadelas! Deus derrama sempre Seus pensamentos e as Suas apreciações em nossa consciência receptiva e nos inspira assim, com as idéias certas. É a grande luz da verdade que ilumina o nosso caminho e de uma maneira tão completa que não podemos fazer nenhuma outra coisa a não ser o necessário e, encontrar a decisão certa. E ainda, a Mente divina nos mostra, passo-a-passo, qual de Suas oportunidades infinitas é a melhor para nós. E então Deus ainda nos toma pela mão e nos guia no caminho. Por isso ninguém, que se alegra por o Amor inspirar, iluminar, determinar e guiar, pode agir diferente do que é o certo para ele. Como sabemos o que é a vontade de Deus e o que não é? Isto é o maravilhoso na inspiração, iluminação e determinação do Amor: quando o objetivo e a finalidade de Deus são revelados, então o caminho fica tão claro, tão seguro, que não apenas nos sentimos seguros mas, somos guiados a agir sem hesitação. Nesse ponto de nossa demonstração precisamos nos recusar a ficarmos desanimados, se aparentemente não vemos nenhum sinal e não estamos recebendo nenhuma indicação, pois mesmo quando não temos nenhum sinal, as coisas acontecem. Não esqueçam que o nosso Deus é um divino Deus ativo, que se expressa eternamente a si mesmo. Por isso, acontecem – agora e sempre – coisas maravilhosas.
Independentemente de vermos ou não um sinal, devemos continuar a nos alegrar com o fato de que o plano de Deus está sempre em ação. Exatamente agora estão acontecendo coisas maravilhosas. Sim, exatamente agora, Deus pode abrir o caminho para uma pessoa na Califórnia, a alcançar o seu lar, para lhe oferecer a venda de sua propriedade que ela deseja vender.
Exatamente agora, Deus pode guiar as coisas em Nova Iorque, de modo que uma firma lhe faça uma oferta de emprego que supera a tudo que você um dia pudesse sonhar. O desânimo fecha a porta para a iluminação. Mas, coragem e confiança de que acontecem coisas maravilhosas mantêm bem abertas todas as portas para que aconteçam coisas maravilhosas pelo nosso reconhecimento da direção divina.
Um jovem havia trabalhado nesse sentido por diversas semanas, para achar o trabalho certo. Nada se mostrou que correspondesse às suas capacidades e talentos, mas ele estava tão seguro, tão positivo que o plano de Deus estava em ação e que acontecem coisas maravilhosas que ele não se sentiu, de modo algum, angustiado, preocupado ou amedrontado. Um dia, sentiu-se motivado a ir visitar uma empresa numa cidade próxima da sua, na qual nunca havia pensado anteriormente. A firma tinha um trabalho para ele que excedia todas as expectativas jamais sonhadas. Após ter assumido o novo emprego, lhe perguntaram: “Por que você veio exatamente hoje aqui”? Se você tivesse vindo ontem o cargo ainda não estaria vago e, se chegasse amanhã, um dos nossos teria assumido”. A resposta do jovem foi: “Só Deus é que sabe. Somente sei que tive o impulso de que precisava vir até aqui”. Esse mesmo moço me contou que pôde ouvir a voz de Deus – de receber e sentir o impulso – porque havia permanecido firme na sua alegria e firmeza de que acontecem coisas maravilhosas. Ele disse que se ele tivesse ficado preocupado, desanimado ou infeliz, ele não estaria em consonância com o infinito e, então, provavelmente, ainda estaria procurando emprego.
QUARTO: “O Princípio divino põe em ação o plano de Deus para o homem e, não há outro poder ou presença que possa mudar um til”.
Esse é o último ponto, mas muito importante. Porque o Princípio em ação é a lei, o caminho, a ordem das coisas, não existe nenhuma possibilidade de interferência de qualquer outra lei no plano de Deus. Referindo-se a esse poder todo-poderoso do Princípio divino, a Sra. Eddy disse (Escritos Misc. pág. 174:10-12): “Deixa-nos abrir as nossas afeições ao Princípio divino que move tudo em harmonia – do vôo descendente de um pardal até a órbita da Terra”. Vamos observar a advertência da Sra. Eddy e abrir o nosso amor ao Princípio divino. Vamos amar, honrar e adorar esse poder supremo que conserva o universo em seu lugar. Vamos respeitar a lei que exclui a possibilidade de uma outra lei. Não existe uma lei da medicina que possa interferir no plano de Deus. Não existe uma lei de carência ou desperdício, nenhuma lei de teologia falsa, mesmo uma instrução insuficiente não pode interferir no plano de Deus, porque o infinito poder do Princípio divino pôs o plano (objetivo) de Deus em ação. Na presença do Princípio divino desaparece toda intolerância, vontade própria, mal-entendido, conceitos errados e mesmo opiniões humanas. Reconheça que é o Princípio divino que coloca tudo no lugar, tudo arranja, tudo planeja, tudo entrelaça e organiza e, que equilibra tudo. Não é de estranhar que não exista nada que possa interferir no plano de Deus!
Certo dia eu havia trabalhado especialmente com o ponto nº 2. Para livrar-me de uma limitação, eu havia encerrado a minha oração com o pensamento: Pai celeste, seja o que for, escavar ouro no Alasca, cuidar de gado na Argentina, limpar o chão de um asilo, ou lavar roupa em Timbuctu, o que Te peço Pai, é que o Teu plano esteja em ação para mim”. Pouco depois, entrou uma amiga. Ela estava muito preocupada e com muito medo. Ela apresentava todos os sintomas de câncer. Mesmo já tendo trabalhado (orando) no sentido da Ciência Cristã, o seu estado piorou. Perguntei a ela o que a estava tornando rebelde, infeliz e perturbada. Reconheceu que tinha os 3 estados, pois seu marido estava sempre sentado diante da televisão e não fazia nada. Interrogando-a, fiquei sabendo que ele tivera, durante muitos anos, um negócio bem sucedido. Finalmente, o tinha vendido. Agora, queria fazer o que estivera imaginando: se mudar para a Califórnia, construir e dirigir um hotel de sua propriedade. Mas, essa senhora não queria se mudar para a Califórnia.
Era uma grande oportunidade de ajuda-la a ver que cada mulher deveria apoiar seu marido em seus negócios e, especialmente uma Cientista Cristã. Ela poderia saber todo o tempo que não viria em sue prejuízo o que seu marido achava o que era certo, nem o que ela pensava ser o certo, mas o que Deus sabia ser o certo. Ela deveria se alegrar que o plano de Deus para todos estava em ação e por isso coisas maravilhosas iriam acontecer. Contei a ela como tinha orado anteriormente e propus que modificássemos a oração para o seu caso: seja o que for, escavar ouro no Alasca, cuidar de gado na Argentina, limpar o chão de um asilo, ser dona-de-casa em Indiana, ajudar em um hotel em outro estado, ou lavar roupa em Timbuctu. Tudo o que ela queria era que o plano de Deus para ela estivesse em ação. Ela prometeu orara assim e o fez. O marido construiu um hotel na Califórnia. Ela aprendeu que esse negócio que pensava não ter motivação era muito interessante. Onde ela imaginava ter de envergonhar-se, ela agora podia se orgulhar. Aprendeu a aprecia o modo de vida da Califórnia e, esse até lhe agradava mais do que o estado de Indiana. Um dos motivos pelo qual não queria mudar-se era que seu filho ia para a marinha. Ela queria conservar-lhe o lar para que cada vez que ele estivesse em férias teria a casa à sua disposição. A marinha o transferiu e sediou na Califórnia e, quase todos os fins-de-semana podia ir para casa. Assim sob todos os pontos de vista, foi uma demonstração perfeita. O relacionamento com o marido tornou-se mais feliz e, naturalmente, depois que toda rebelião, amargura e infelicidade desapareceram ela foi curada do câncer. Quando me escreveu contando a sua cura, ela expressava, especialmente, gratidão por eu haver compartilhado essa oração com ela. Junto com a carta, enviou-me uma foto onde aprecia uma rocha, ruína de uma antiga construção na Califórnia – distante apenas 3 milhas de seu hotel – e na rocha uma inscrição: “Timbuctu”!! “Veja só” dizia-me ela, “realmente eu vim a Timbuctu”.
Mesmo quando você, em certo momento, estiver totalmente satisfeito com sua situação e pensa que não há nada mais a desejar, espero que não deixa passar um dia no qual não se alegre com a grande verdade de que o plano de Deus para você está em ação e que não existe outro poder e presença que possa intrometer-se. Somente assim podemos dizer, com absoluta segurança, que acontecem coisas maravilhosas e continuam a acontecer.
A IMPORTÂNCIA DA ALEGRIA
Vocês já ouviram diversas vezes eu afirmar que não me preocupo com nada pois acontecem coisas maravilhosas – essa é uma atitude positiva e alegre. Quero falar com vocês sobre a importância dessas qualidades tais como ser positivo e alegre na aplicação da Ciência Cristã. Sabem, não praticamos realmente a Ciência Cristã senão quando a alegria está presente no nosso modo de pensar. Qual seria a sua resposta à minha pergunta: “Você é extremamente feliz”? Cada um deve ser capaz de dizer – sem reserva – “Sim, sou extremamente feliz”! Não somos nós todos seguidores de Jesus, o Cristo? Não tentamos obedecer a cada um de seus mandamentos? “Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus” (Mateus 5:12). Jesus insistia na importância da alegria e jovialidade e ordenou aos seus seguidores, em todos os tempos, que se alegrassem extremamente. Ele disse: “O osso coração se alegrará e a vossa alegria ninguém poderá tirar”. “Tenho-vos dito estas cousas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo” (João 16:22 e 15:11). Observem, Jesus não se sentia satisfeito que fossemos apenas um pouco felizes. Ele queria que a nossa alegria fosse completa. A Sra. Eddy reconheceu a importância da alegria quando escreveu em Ciência e Saúde à página 57:18: “A felicidade é espiritual, nascida da Verdade e do Amor. Não é egoísta; por isso, não pode existir sozinha, mas exige que toda a humanidade dela compartilhe”. Os Salmos estão cheios de indicações para sermos felizes: “Exultai, ó justos do Senhor. Aos retos fica bem louvá-lo” (Salmo 33:1). “Por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo da alegria” (Salmo 45:7). “Feliz a nação cujo Deus é o Senhor” (Salmo 33:12); Não nos conduzem essas palavras – e o espírito que nelas há – a elevar nossos corações e cantar louvores?
Algumas vezes ouvimos alguém dizer: “Quero ser feliz, mas não sei como”! “Como posso ser alegre, quando estou deprimido e não me sinto feliz”? Procedamos com a felicidade, como o faríamos com qualquer outra qualidade desejável. Quando desejamos saúde e riqueza, nós as reivindicamos ao sentido espiritual. Portanto, reivindiquem também felicidade já! Não somente em certo grau, mas total e completamente. Entretanto, por refletirmos o Ser Supremo, precisamos também reivindicar as Suas qualidades no superlativo. Reivindiquem para que sejam extremamente felizes. reivindiquem que sejam uma das pessoas mais felizes do universo. Ouçam como Sra. Eddy nos ensina a demonstrar felicidade. Imaginem, Sra. Eddy nomeou cada um de nós como advogado para intervir e se empenhar a favor desta causa, para a felicidade e alegria. E como o temos defendido? Somos advogados da tristeza, ou advogados a favor de um pouco de alegria, ou advogados par alcançar a maior felicidade? Tem certeza de que você agora é extremamente feliz? Ou pensa que só poderia ser feliz se acontecesse alguma coisa, ou algumas circunstâncias se modificassem? Possamos nós vencer em toda demonstração por alegria, enquanto argumentamos diligentemente desta maneira: “Eu sou muito feliz. Sei disso. Compreendo isso e reconheço isso. Sou grato e entusiasmado por ser o filho feliz de Deus. Não apenas demonstro isso, mas sinto isso. Realmente eu grito a minha alegria e felicidade por todos os cantos! Cada vez mais, cada um me vê como a alegre e feliz imagem e semelhança de Deus”! Cada pessoa que faça tal declaração sobre sua alegria, só pode sentir o grande encanto da Alma e da Mente Divina.
Estamos exigindo somente aquilo que é verdade sobre nós! Mentira é que o homem possa ser capaz de ser infeliz. O homem, que nunca foi nascido da matéria, que vive no céu da consciência divina, não vê, não ouve e não sente nada para ser infeliz. vivendo sempre na presença de Deus, do bem, existe somente razão para a felicidade na experiência de cada um. Sra. Eddy estabelece o fato de que o homem está sempre no estado de alegria quando escreveu no livro-texto Ciência e Saúde pág. 246:1-4: “O homem não é um pêndulo, oscilando entre a alegria e a tristeza, entre a doença e a saúde, entre a vida e a morte”. Observem que a Sra. Eddy não limita a alegria, pois ela dá ênfase ao pensamento de que o homem precisa expressar alegria. É mais fácil demonstrar felicidade quando a base para a felicidade é científica. O que é na prática, que nos torna felizes? É uma pessoa, um lugar ou uma coisa? É lar, igreja ou ocupação? São acontecimentos humanos ou circunstâncias? Você está tentado a dizer “Serei feliz se...” A Bíblia nos diz: “Alegrai-vos no Senhor”. Alegrai-vos que é Deus que nos faz felizes. Muitos conhecem o hino cantado em nossas igrejas, que termina com as palavras: “Deus é – saber isso é suficiente”. Advogai o caso “Felicidade” com convicção absoluta de que a existência de Deus é suficiente para produzir alegria e felicidade. Toda vez que me sinto tentada a admitir a existência de alguma outra coisa além da alegria, eu abro o nosso livro-texto na página 520 e leio: “A Mente insondável já está expressa. A profundidade, a largura, a altura, o poder, a majestade e a glória do amor infinito enchem todo o espaço. Isso é o bastante”! É realmente supremo contemplar a profundeza do Amor, a largura do Amor, a altura do Amor, o poder do Amor, a magnificência do Amor infinito que enche todo o espaço. E depois me pergunto: “É suficiente para te fazer imensamente feliz”? E então sou obrigada a responder: “Naturalmente que é”!
Não é maravilhoso que a nossa felicidade seja ilimitada e não dependa das circunstâncias humanas? A nossa felicidade não depende do que possuímos: aquele automóvel, ou de termos um certo apartamento, ou de casarmos com certa pessoa, ou vencer nas eleições, ou de receber uma herança, ou de recebermos um aumento de salário, ou de termos uma certa cura. Não, a nossa felicidade depende somente do fato de que Deus é. Portanto, a nossa alegria e a nossa felicidade nunca poderão ser tiradas de n[os, pois Deus, a causa de nossa felicidade, está sempre conosco.
Aqueles de vocês que ouviram a conferência de meu marido sobre “A descoberta de relações harmoniosas pela Ciência Cristã” lembram-se talvez, da ilustração que ele usou quando falou do óleo da alegria. Primeiramente, ele disse que cada pessoa que afirmou que seria feliz quando as circunstâncias se modificassem ou quando este ou aquele acontecimento se manifestasse, em realidade retardava a felicidade e o céu. Comparou tal atitude com uma pessoa que leva sue carro à oficina por estar fumegando, aquecendo, exalando cheiro e com ruídos estranho e ao ser informado pelo mecânico de que o carro precisa de óleo, respondesse: “Quando meu carro estiver andando bem, não esquentando mais e estiver silencioso, então vou recompensa-lo com 1 litro de óleo”. Que tolice! O óleo tem de ser posto antes e então o carro seguirá normalmente. Assim acontece na nossa experiência diária. Precisamos, primeiramente, abastecermos com o óleo da alegria e então nossos assuntos pessoais transcorrem com naturalidade.
Não importa, realmente, saber qual a sua profissão – vocês se tornarão melhores professores, melhores advogados, carpinteiros, empresários, contabilistas, donas-de casa, praticistas, leitores, vendedores, secretárias, etc., quando se alegrarem no Senhor. O nosso trabalho será feito mais depressa, com menos cansaço, com maior sucesso quando servirmos com alegria e felicidade. É mais fácil demonstrar o verdadeiro sentido do lar, de suprimento, de emprego, de relações harmoniosas com o nosso próximo, quando reivindicamos a alegria que é nossa. Não somente é certo que o óleo da alegria favorece os nossos assuntos, como beneficia também o nosso corpo, a nossa saúde. Quando queremos ser saudáveis, devemos tomar grandes doses deste óleo da alegria. Não há absolutamente, nenhum outro remédio melhor. Já Salomão reconheceu que a saúde do homem é influenciada pela alegria quando disse: “O coração alegre é bom remédio mas o espírito abatido faz secar os ossos” (Prov. 17:22).
Vocês já viram alguma vez uma pessoa que era imensamente feliz e que sofreu de males do coração, dermatose, artrite, reumatismo, indigestão, tuberculose ou câncer? Não, pois nenhuma dessas pretensões pode estabelecer-se quando a suprema felicidade, baseada na totalidade de Deus, é manifestada constantemente. Realmente, um dos passos mais importantes para expulsar o erro – qualquer que seja a pretensão – é ajudar o paciente a achar sua verdadeira bem-aventurança. A alegria cura. Lembrem-se que Jesus pediu ao paralítico para alegrar-se, antes que fosse curado.
Uma segunda leitora de uma de nossas igrejas percebeu, de repente, que não podia mais andar. Esse estado era desagradável e alarmante, pois era fim-de-semana e ela devia ler no domingo e seria apresentadora de um conferencista na segunda-feira à noite. Parecia que quanto mais estudava na Ciência Cristã tanto pior tornava-se o seu estado. Finalmente, parou de fazer o trabalho mental, dirigiu-se a Deus e disse: “Pai, mesmo que nunca mais eu possa andar – eu sei que Tu és o meu querido Pai-Mão Deus e eu a Tua imagem e semelhança”. Ela contou que ao dar seu testemunho, que ela estava feliz, consciente de que Deus era seu Pai-Mão e que realmente não se importava se poderia novamente andar. Depois disto, ela estava curada. Ela estava tão feliz, tão satisfeita de que Deus era seu Pai-Mãe que nenhuma outra coisa era importante – nem andar. Não é de se admirara que tenha sido curada. Literalmente, colocara Deus em primeiro lugar e o andar lhe foi acrescido de presente.
Lembram-se de que no primeiro testemunho dei ênfase ao fato de que fosse o que fosse que parecia acontecer nos corpos ou nos assuntos daquelas pessoas, elas se recusaram a se preocupar com qualquer coisa e se alegraram no fato de que acontecem coisas maravilhosas? Peço a todos que de hoje em diante enfrentem todas as coisas com uma atitude alegre. Não importa o que aconteça com o seu corpo, seus assuntos, guardem a sua alegria, argumentem e pleiteiem a favor da sua felicidade, demonstrem alegria infinita baseados no fato de que Deus é a fonte de sua felicidade e, portanto, ela não pode ser tirada de vocês. Então, você verão acontecer coisas maravilhosas.
A ATITUDE POSITIVA
Como você se identificaria: positivo ou negativo? Lembrem-se que no testemunho mencionado, foi a atitude positiva e alegre que trouxe tais resultados maravilhosos? Aceitam você a verdade, de todo coração, sem qualquer restrição? Se resposta for sim, você são positivos. Quando se apresenta um erro, invertem-no imediatamente e o substituem pela verdade? Se fizerem isso, vocês são positivos. Estão vocês bem certos de que Deus é tudo e de que tudo é perfeito? Então vocês são positivos. Vocês são constantes, não mutáveis, ou até teimosos quando se trata de ficar firme com a verdade? Se sim, pode se dar nota 10 com louvor em seu positivo. E como são vocês com a esperança? Vocês esperam sempre que aconteçam coisas maravilhosas? Vocês tem fé absoluta de que somente o bem pode levar a cabo o seu objetivo? Se é assim, isto é um pequeno sinal conveniente de que você são positivos. Estou certa que é impossível achar aqui um Cientista Cristão negativo.
Alguém que espera ser curado em vez de saber que será curado e alguém que sempre pensa que o pior pode acontecer mostra que é negativo. Vocês Já devem conhecer a seguinte expressão: È bom demais para ser verdade”. E o que pensam vocês sobre esta observação: “Oh, eu sei que sou em realidade perfeito, mas não expresso essa perfeição”. Ou: “Tenho um rico pai celeste, mas Ele não dividiu Sua riqueza comigo”. Existem pessoas que num minuto sentem-se seguras e, no próximo totalmente inseguras, num dia estão firmes na Verdade e não tão firmes nos outros, um dia mantêm propósitos de nunca mias abandonarem o coração perfeito e, já na próxima apresentação do erro, esquecem sua promessa. Ah, vocês não são felizes pelo fato de que nenhuma dessas descrições de Cientista Cristão negativo dizem respeito a vocês?
Vejam como um dicionário explica a palavra “positivo”. Vocês verão que se trata de uma qualificação científica quando se quer ser um Cientista Cristão.
“Confiante, seguro, afirmativo” quero dizer “Agressivamente seguro” (seguro com uma postura ativa e insistente). Quando sabemos que Deus é tudo, que Ele mesmo se expressa e que os resultados precisam ser maravilhosos, quanto melhor é sermos confiantes, seguros e afirmativos do que duvidosos, incertos e inseguros! Uma outra definição é: “que não deixa nenhuma dúvida”. Realmente, não existe nenhuma dúvida quanto ao resultado de uma experiência, quando vocês ouvem: “Não me preocupo com nada porque acontecem coisas maravilhosas”.
Em nosso próprio pensar, em nossa própria apreciação, em nossa própria oração nunca deveria haver uma dúvida sequer sobre a totalidade de Deus e de Sua criação perfeita. Deveria existir somente uma convicção absoluta de que Deus é tudo e que tudo é perfeito. E como é importante partilhar a nossa maneira de pensar com os outros e todas as nossas declarações devem ser feitas com certeza, confiança e convicção, que o bem está acima de tudo e que as bênçãos de Deus estão sempre presentes. Que espécie de Deus temos? Pode haver alguma interrupção do ser no Tudo-em-Tudo? Existe uma incerteza como Princípio divino, alguma mudança em Deus como Verdade, qualquer dúvida em Deus como Amor? Tiago nos deu uma descrição maravilhosa de nosso Deus positivo imutável, quando escreveu: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança”.
Todos nós conhecemos a magnífica promessa de liberdade quando conhecemos só a verdade, mas há uma condição para conhecer a verdade. Jesus disse: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Mas há uma condição prévia para conhecer a verdade: “Se permanecerdes na minha palavra conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Quando estamos mais cientes da presença de Deus? Quando vimos a Sua totalidade, sentimos a Sua presença percebemos o Seu universo e o Seu homem perfeito? Não é quando permanecemos na Sua palavra? Não é quando mantemos nossos pensamentos nas coisas duradouras, boas e verdadeiras? A Sra. Eddy diz: “Mantém o pensamento firme nas coisas duradouras, boas e verdadeiras e farás com que se concretizem na tua vida na proporção em que ocuparem os teus pensamentos” (Ciência e Saúde 261:4-7). Então flui a inspiração da Mente divina em nossa consciência receptiva. E então estamos repletos de saber, da magnificência do Senhor, assim “como as águas cobrem o mar”. Vocês se recordam da experiência de Estevão? “Cheio do Espírito, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à sua direita”. A atitude de firmeza é essencial no curar. A nossa Líder nos dá uma regra especial quando diz: “Quando a ilusão da doença ou do pecado te tentar, apega-te firmemente à Deus e a Sua idéia. Não permitas que coisa alguma, a não ser a Sua semelhança, permaneça no teu pensamento. Não deixes que o medo ou a dúvida obscureçam tua clara compreensão e tua calma confiança de que o reconhecer a vida harmoniosa – como o é eternamente a Vida – pode destruir toda sensação dolorosa daquilo que a Vida não é ou toda crença naquilo que ela não é” (Ciência e Saúde pág. 495).
A atitude de domínio, de constância, de firmeza é exigência de nosso Pai celeste para conosco. É uma lei, imposta pela Ciência Cristã. Portanto, não temos escolha. Precisamos ser constantes e firmes, mas isso não excede às capacidades do homem. Domínio é nossa herança. Falando desse domínio, a nossa Líder diz: “Seu direito inato é domínio, não servidão. Ele é senhor da crença de haver terra e céu e está subordinado unicamente a Seu criador. Eis aí a Ciência do Ser” (Ciência e Saúde pág. 517 e 518).
Enquanto somos controlados pela Verdade, somos forçados a manifestar firmeza e imutabilidade e com Deus como a nossa Mente, que nos governa e controla, não temos outra escolha. Temos de ser seguros e positivos. A Sra. Eddy nos diz que devemos manter o pensamento firmemente de que é Cristo, o Espírito Santo, que nos habilita a demonstrar, com certeza científica, a Verdade. Isso mostra bem claro que não estamos sozinhos em nosso esforço de expressar domínio. Deus está sempre à nossa disposição. Ele não somente nos habilita – não! Ele nos obriga e nos força a demonstrar com certeza, segurança, firmeza e obstinação as regras da cura. Observem que a Sra. Eddy não disse que devemos ter esse pensamento amanhã ou a cada 2 horas, mas continuamente. Na maneira como ela pegou nas coisas certamente não houve mudança, nem variabilidade, nem desvio, não é? Existe uma pequena oração que a Sra. Eddy deu a uma amiga e que nos habilita a expressar domínio e, com ela pude ficar firme. A Sra. Eddy deu esta oração a uma senhora quando quis fundar a Segunda Igreja em Nova Iorque: “Não há uma outra mente que possa me tentar, me prejudicar ou me controlar. Compreendo isso espiritualmente e sou dona da situação”. Sendo a Mente infinita que nos controla, somos incapazes de ser fracos, ou sem confiança, ou vacilantes, ou inconstantes. Não podemos ser tentados a perder a fé ou ser inseguros. Somos senhores de cada situação. Somos invariáveis, firmes e intransigentes filhos deste único Pai-Mãe Deus, no qual não existe alteração nem sombra de mudança.
A nossa felicidade depende somente do fato de que Deus é.
******************************************************
DEUS E O HOMEM
Edward Kimball
Deus é absolutamente tudo neste momento e Deus é o Bem; daí o fato absolutamente inegável e imutável, que não há nada no universo que não seja o Bem e Seu efeito perfeito. Este Deus é Mente, eternamente consciente de seu próprio Ser, e nunca foi e jamais será consciente de qualquer outra coisa. A Mente é eternamente única e é toda inclusiva. No momento, Ela está incluindo tudo aquilo que, por qualquer possibilidade, possa ser necessário à Mente perfeita.
A Mente governa-se por Si própria. Ela está agora e eternamente consciente de Seu próprio impulso Divino, o Amor. Ela é inspirada, energizada, movida e está sempre em ação, segundo este único impulso, o Amor.
Por esta razão, a Mente – a única inteligência – é calma, confiante, tranqüila e eternamente segura, porque Ela vivencia a potência de Sua própria Natureza, o Amor.
Portanto, não existe possibilidade nem ocasião para temor no domínio infinito da Mente. Não existe nada no Amor que gere medo, nada na Mente que o reconheça, nada no Bem que o mantenha, como não há espaço para tal coisa em todo o universo do Amor!
Mente – perfeita Autoconsciência – sabendo-se Única, e para sempre governando a Si mesma, forma a base de Sua perfeita Natureza, o Amor, e é Vida imortal. Isto quer dizer que – como tudo que a mente mantém na Consciência é evidência – expressão de si mesma, e sendo Substância da própria, a Mente já compreende claramente estar vivenciando a imortalidade.
Todas as idéias no universo, neste instante, são afirmações desta Mente única; assim, elas são mantidas, vitalizadas, governadas e dirigidas por si mesma, o Bem eterno.
Estas idéias constituem a Palavra de Deus, as quais – segundo a Sua Promessa – as cumprirão onde quer que sejam enviadas.
Esta Mente, preenchendo todo o espaço, não deixa lugar para qualquer outra mente, contendo tudo que pode, por qualquer necessidade, ser necessário à vida, ação ou poder e não deixa nada compor qualquer outra mente; e, estando ciente de agir como Causa Infinita, não deixa causa ou elemento de causalidade para qualquer outra mente.
Esta Mente Única, incluindo tudo e sendo Tudo, nunca poderá conhecer, encontrar ou ter oposição. Não há nada para opor, pelo que opor, com que opor, nenhum método de procedimento, nenhum meio e nenhuma causa, ação ou poder para tal coisa, pois Deus é Tudo e não pode opor-se a Si mesmo.
Sendo Tudo, Deus é perfeitamente consciente de Sua própria Autoridade Divina, conhece simplesmente a perfeição de Seu próprio Governo, compreende o Seu próprio controle ilimitado, tem evidência – prova – de sua própria Supremacia, sem oposição.
Ele é consciente que, fazendo o que quer que faça, a sua vontade é o Bem. A Mente, portanto, é todo governo, legislação e operação da lei que existe e está lei é indiscutível, infinita em alcance e poder.
O homem está envolto na perfeita Consciência de Deus. Ele não pode fugir, por um instante sequer, da proteção, do carinho, da pureza do Amor que tudo inspira, tudo sustém, tudo vê e tudo controla.
Ele não tem preocupação, não tem responsabilidade, nada para preparar, planejar, realizar, conseguir, desejar, pois ele simplesmente tem todo o Bem possível.
Não existe futuro no Agora da Mente Infinita. Assim, não há como compreender a Verdade ou conhecer Deus no futuro, ou alcançar a perfeição, como não há nenhuma demonstração a fazer, pois a única demonstração que existe, existiu ou simplesmente existirá, é de Deus, e que é feita agora! E o Homem é o conhecimento daquele Fato.
Ele, o Homem, tem/é Conhecimento Espiritual, plena convicção do Bem, sabendo que o Bem é único em governo, único em poder, único em atividade, única presença eterna, única Consciência, único estado do Ser, verdadeiro e tangível.
O que ele é eternamente é a Consciência do Bem, o discernimento espiritual da Verdade, o saber da Única Mente. Ele é o estado da consciência pura, natural e clara, agindo, movendo e tendo o seu perfeito ser no imutável Amor de Deus.
Ele não pode cair de seu alto nível. O seu domínio não pode ser levado embora. Ele não pode perder o seu conhecimento dado por Deus. Ele não pode ser desencaminhado, enganado, iludido, de forma alguma, já que tudo que ele sabe é o saber da Mente/Deus. O homem é a compreensão de Deus.
Deus fez bem todas as coisas e o Homem não é parceiro neste trabalho: é o resultado!
A Mente é a Lei da Perfeição, plenitude, atividade, vitalidade, vigor, harmonia para as Suas Idéias – o Corpo e tudo que está incluído no Corpo.
A Mente é a Lei da eliminação das crenças de anormalidade, discórdia, etc.
Este tratamento é a aplicação da Lei.
Com todas as bênçãos.
*********************************************************
IDIOTIA MORAL - Anônimo
O truque do anticristo, hoje em dia, não é tanto um ataque, a fim de derrotar, mas, sim, uma provocação ─ provocar o rompimento de nossa união com Deus, separando-nos da Alma, e assim nos tornar impotentes; incitar-nos a entrar num estado mental belicoso de idiotia moral; nos enredar num estado de coisas, em que crenças sem princípios parecem estar bem fundamentadas, ora aparecendo, ora desaparecendo, retrocedendo e avançando, nunca diminuindo; trazer confusão, desordem, humilhação, frustração, fazendo-nos sentir que estamos numa busca inútil.
O ódio do magnetismo animal parece conter uma sugestão de idiotia moral, à qual, de alguma forma, sentimos a responsabilidade de responder humanamente. Pelo fato de não reconhecermos isto como uma “isca” do mal, levamos essa sugestão a nossa consciência, escutando-a, discutindo com ela, tentando entendê-la, reformá-la, conviver com ela, progredir apesar dela, ao invés de a enxergarmos como uma cilada e decidirmos imediatamente enfrentar o ódio impessoal mesmo (motivado por vingança, inveja, ciúme, etc.), expulsando-o, recusando-nos a ser enganados e distraídos por seu “instrumento” ─ o indivíduo iludido que aparentemente parece não sentir nada. Através das assim chamadas ‘boas’ qualidades ─ responsabilidade pessoal, compaixão, retidão, integridade, amor humano ─ nos sentimos obrigados a ouvir seus argumentos, a sustentá-los, e começamos a reconhecer tarde demais o que isto está fazendo conosco. Uma espécie de natureza humana mais elevada ─ como Jó ─ tem dificuldade em superar este estágio de responsabilidade. Jó acreditou que sua saúde, felicidade, e paz dependiam de sua habilidade para curar ─ convencer e converter ─ a idiotia moral ao seu redor. Quando descobriu sua própria humildade e viu que esta era infinita, o sentido do dever naturalmente o abandonou, e ele foi curado.
Então nós, também, parecemos cair nas mãos do ódio, ficar presos e perpetuarmos esta sugestão de contenda eterna. O anticristo cria seu fantasma de idiotia moral e nós o guerreamos. Assim, nós vamos em frente, parecendo assim assumir sofrimentos de todo o tipo, como fez Jó ─ nervosismo, preocupação, medo, perdas, fadiga, inflamação, animosidade, separação ─ e isto é justamente a função do mal e de seu ódio. Nosso desafio é desviar imediata e completamente do falso quadro e expulsar estas crenças imorais, pervertidas e então relaxar em paz. É claro que o sentido pessoal, o qual não pode elevar-se o bastante para discernir e descobrir o real culpado, jamais pode fazê-lo.
O ódio opera deste modo porque é inerte — o nada ─ a menos que haja conflito através da crença na dualidade. Por quê? Porque, no reino das crenças, o conflito é necessário para gerar todas as formas de energia, forças destrutivas, poder, calor, etc. O mal odioso, então, é gerado pelas sugestões de idiotia moral como meio ou veículo, o qual e por meio do qual pode alvejar, provocar, incensar, desafiar o sentido da astúcia humana e da responsabilidade moral que enxerga o mal, mas não tem o desprendimento e a humildade para recusar-se a lidar com ele, entendê-lo como magnetismo animal, e expulsá-lo.
A única esperança do mal em conseguir vida e poder então, na crença, é manter a idiotia moral à tona, causando o conflito. Mas é ele quem a mantém à tona ou somos nós? Atualmente, no mundo e em nosso cotidiano, devemos nos lembrar que não é tanto a questão envolvida na peleja; é o rompimento o que o magnetismo animal procura. Seu jogo todo é separar-nos da unidade (Princípio e idéia, razão e discernimento, númeno e fenômeno, desdobramento e manifestação) e nos manter brigando. Para isto, ele usa a idiotia moral, dirigindo-a especificamente no sentido da crença na integridade humana e do dever.
O sentido humano do ego não discerniu o fato de que a bondade humana pode destruir o mal só quando esta é reconhecida como um fenômeno, como o desdobramento em pensamento e ação da única causa, a Alma, ─ que já criou tudo perfeito, completo, sem defeito, e que opera, para sempre, de uma plataforma de domínio. A crença na integridade humana nunca emerge da sensação de luta que, desta forma, esfola, lamenta e combate, permanecendo no reino do conflito e da dualidade, parecendo jamais se retirar. Assim, o anticristo é perpetuado, na crença, à medida que o sentido pessoal discute, debate, e tenta curar a idiotia moral ─ ou tenta ignorá-lo. Então, o que é isto que conflita com as crenças orientadas para o ódio ou idiotia moral? Não é a humildade, mas uma integridade moral que ainda não foi elevada à Ciência divina – o divino Amor – daí se sentir danificada, perseguida, restrita, antagonizada. Tudo o que o ódio tem de fazer então, é fazer com que acreditemos em um “Eu sou” pessoal, virtuoso, em nós mesmos, alguém que não foi ainda elevado à qualidade divina e ao poder da humildade. Então o ódio solicita a remessa de uma crença específica de idiotia moral para com ele conflitar, pois a idiotia moral encontra um adversário no sentido pessoal, mas não na humildade. Ele só pode criar uma arena de dualidade no sentido de ego x ego. Por exemplo, inteligência pessoal contra a irracionalidade; realizações pessoais contra a preguiça, pureza pessoal contra corrupção, retidão pessoal contra cegueira moral, integridade pessoal contra desonestidade, vontade humana (tida como boa) contra a má intenção, indiferença, desprezo, e riqueza pessoal; beleza e alegria humana contra ausência, feiúra, depressão.
Então vamos nós cair na armadilha? Reconheçamos o que o ódio está tentando fazer. Seu jogo todo é nos fazer sentir vítimas das circunstâncias, nos manter lutando, nos esgotar, nos fazer acreditar que a idiotia moral está fazendo alguma coisa, que é uma coisa terrível, que está enganando todo o mundo, que está governando nossas vidas, destruindo nossa felicidade, nos fazendo passar por provações, etc. Desta forma, nos mantém envolvidos através de nossa incapacidade pessoal de deixá-la, jamais indo ao fundo da questão. Consequentemente, nunca nos elevamos à pura consciência-Cristo da unidade, demonstrando-a exatamente onde estamos.
A Sra. Eddy pede para que “salvemos a vítima do assassino mental”. Quem é a vítima? O idiota moral? Ou nós somos, através do chamado idiota moral? Se nos salvamos (quer dizer, nosso sentido puro, não adulterado, espiritual de nós mesmos) e assim preservamos a Ciência divina, sabendo que o ódio não nos pode tocar de forma alguma com qualquer ferramenta da idiotia moral, o chamado idiota aprenderá a Verdade da sua própria maneira, na hora certa para com todos os envolvidos – seja um parente, patrão, amigo; não querendo nós poupá-lo ou privá-lo de nem uma lição que deva aprender, dependendo de por quanto tempo ele se deixou usar. A humildade deixa isto a cargo de Deus. E, neste meio-termo, a idéia e seus afazeres só podem ser abençoados.
O importante é lembrar que o anticristo tenta nos perturbar ─ nós, os leais, os obedientes – , nos fazer abrigar uma crença em qualquer coisa além do bem, assumir um falso senso de responsabilidade pelos outros, a custa de nossa própria queda, se deixarmos. Nos expulsa da humildade ou da unidade, nos tornando impotentes.
Portanto, temos de nos recusar sermos guiados humanamente, dando apenas os passos através da humildade, deixando o erro destruir-se a si mesmo, enquanto a idéia permanece intocada, pelo fato de não existir batalha alguma, nenhuma oposição, nenhum lado negativo. Esta consciência é a única arma que destrói o ódio ─ e o magnetismo animal sabe disto, ou assim parece.
A humildade nos tira do campo de batalha. Trocar o nosso ego, as alegrias pessoais, a volição humana, pela Alma e vendo que nosso ego humano é só uma objetivação das idéias divinas manifestas, acaba com o objetivo. Deste ponto de vista, a humildade impessoal confortavelmente desmascara e expulsa o demônio da idiotia moral do nível divino, tirando-o de nossa experiência.
Se parecemos ser movidos, enraivecidos, irritados, afetados de qualquer forma, pela aparente idiotia moral de alguém, o ódio realizou o primeiro passo de sua campanha. Nos fez sair de nosso quartel general, esquecer o nosso ser real ─ o ego espiritual, infinito, único ─ e enxergar outro ego em algum lugar. No momento em que assim agimos, caímos da unificação, da humildade, da consciência perfeita de Cristo, e entramos num estado mental “estranho”.
Então, o que devemos fazer? Tentar ver o outro como homem de Deus? Tentar amá-lo conscientemente? Pensar nele, pelo menos? Não. Isto é justamente o que o anticristo espera que façamos, pois isto é uma prova de que este permaneceu incógnito. Ao invés disso, devemos nos voltar ainda mais para nosso ego verdadeiro e trabalhar por ele. Devemos nos unir a Deus, e provar que nosso verdadeiro ego ─ nossa consciência infinita de Cristo ─ é tudo o que o homem é, a manifestação única em tudo que fazemos. Deste ponto, somos capazes de ver a alegação toda como uma idiotia moral impessoal, vinda do ódio à Verdade, com a qual não podemos digladiar, mas cortá-la, atirá-la fora e abandoná-la. Pois este ódio todo ─ o ódio e sua isca como uma coisa só ─ é o pecado imperdoável a ser atirado fora e não curado. Precisamos nos “unir a Deus”, à nossa própria humildade, nossa própria paz, nossa própria perfeição, e sua infinitude, nos regozijando no fato divino de que o ódio nunca nos atinge, ou a nossos afazeres, nunca fez coisa alguma, nunca foi alguém, lugar ou coisa, e que nós e nosso universo sempre esteve e sempre estará no patamar da perfeição.
À medida que agimos assim, não só vemos, mas provamos que Deus mesmo lida com o magnetismo animal de Sua própria maneira, em Seu próprio tempo, e vemos a harmonia imediata manifestada em nosso próprio universo. E, para o próprio bem do assim chamado idiota moral ─ se não temos agido desta forma ─ devemos começar a fazê-lo agora mesmo. Isto expulsa o idiota moral para fora da nossa vida, de um jeito ou de outro ─ com mais ou menos dor, dependendo de por quanto tempo permitimos que permanecesse em nossas vidas. Este é o significado, puro e simples, da cura de nossos amigos. Este é o real significado de amar nosso próximo.
O truque todo do magnetismo animal, nos tempos de hoje, então, é nos fazer pensar que curar os outros ─ principalmente aqueles submetidos à idiotia moral ─ é pensar neles. Esta atitude nos faz dar as costas ao sentido purificante de nós mesmos e fazer algo pelo outro ─ ajudá-lo, curá-lo, livrar-se dele. E, se vemos através da idiotia moral e não agimos assim, ela se volta contra nós dizendo que somos negligentes, egoístas, intransigentes, reacionários e individualistas. Depois ela diz que está agindo sobre um sentido de integridade pessoal com a qual somos impregnados, usando-a como uma ferramenta para trabalhar conosco, para nos tirar de nosso sentido puro de humildade. Pensar sobre a idiotia moral e reagir a ela não é altruísmo. Estamos é nos permitindo ser mesmerizados por ela. Em assim agindo, o magnetismo animal faz com que nos comportemos exatamente como queria desde o começo, e fiquemos então no mesmo nível que ele, aparentemente fazendo justo o que a idiotia moral também faz.
Esquecemo-nos que manter nosso ego espiritual ─ verdadeiro e infinito ─ é tudo o que temos de fazer, é tudo o que existe em nosso universo, nossa vida, nossos amigos. Isto é reter a Ciência divina. Isto é a prática da Christian Science, ver nosso próprio ser unido a Deus e ver nosso próprio ser em todo lugar, abraçando divinamente a humanidade e “nada mais além disso”. Isso não significa que aqui está o bem e lá está o mal, mas que a humildade reconhece a sugestão, contemplando-a da base da totalidade e da unidade, e de lá atirando fora o ódio do mal ― e não acolhendo-o.
Portanto, deixe que o magnetismo animal, com seus arroubos de idiotia moral, vá para a ‘berlinda’ e se envolva com seu próprio turbilhão. Deixe-o sentir a pressão, cair em desgraça, frustração, fracassar. Deixe-o temer a dúvida, o sofrimento. Deixe-o manter-se obrigado, compelido, atrelado, endividado, responsável, sujeitado. Deixe-o esforçar-se, dar murro em ponta de faca, passar pela água e pelo fogo, suar. Deixe-o permanecer suscetível à gozação, ao julgamento errôneo, mal-entendidos, injustiça, imposição, vergonha, escândalo, vingança. Deixe-o ficar enojado, incensado, vexado, preocupado, irritado, irado.
Se aceitarmos qualquer parte disto, não seremos idiotas morais também? E não podemos tomar esta atitude, pois está em nossas mãos reter a Ciência divina e fazer com que não se perca, como nos primórdios do Cristianismo.
Portanto, nos recusemos a pensar sobre nós mesmos ou nossos entes queridos, ou ser alvo do pensamento de um amigo, parente, patrão, como sentido pessoal. Precisamos nos desvencilhar do pensamento pessoal. Expressamos a Ciência divina, a consciência-Cristo, a idéia divina. Isto não absorve, mas sim estabelece nossa verdadeira identidade e glória. Este ódio do mal não pode enganar, empregar mal, corromper, ou deitar fora.
Assim reconheceremos o magnetismo animal, quando este expõe a idiotia moral bem à nossa frente, e nos recusaremos a deixá-lo nos despedaçar através de uma falsa sensação de altruísmo, obrigação, dever, resignação ― dualidade ― mas o deitaremos fora. Nossa saúde, riqueza, radiância, paz, gozo, demonstrados pela humildade, é poder de cura e é tudo o que se requer para convencer nossos amigos.
As alegações do ódio, malícia, vontade depravada, não podem operar a fim de usar uma crença da idiotia moral ou o assim chamado idiota moral através da perversão do fato, a fim de colocar sua defraudação moral, seus argumentos, desmoralizações, cegueira moral, corrupção, mentalidade deformada, etc., como se fossem nossas queixas físicas, através desta crença de perversão que o idiota moral acredita que está bem e que a idéia espiritual está totalmente errada. Assim podemos nos recusar a ser um instrumento do ódio contra o Cristo.
O mal pode trabalhar desta forma porque insinua que somos sensíveis e que vemos todas estas alegações de idiotia moral como execráveis aos nossos olhos, enquanto que a idiotia moral se mantém inconsciente e insensível a elas ― não as enxergando como alegações. A crença é que quanto mais empedernido o pecador, mais saudável este pecador é.
O fato é que a consciência-Cristo paira como uma lei de imunidade contra estes argumentos. Por ela governados, não admitiremos essas mentiras como reais, nem seremos forçados a acreditar nelas, ou acreditar que nada podemos fazer a respeito delas; mas nos posicionaremos como a lei, a lei de Deus contra toda assim chamada perversão ou inversão, retornando as sugestões de volta à idiotia moral e ao assassino mental, de onde vieram.
Não é tanto o que acreditamos a respeito de nós mesmos, ao nos depararmos com os idiotas morais, mas nossas crenças a respeito deles é que os deixam entrar. Se acreditamos nestas alegações da idiotia moral quando parecem estar associadas a nós, na forma de um parente, amigo, vizinho, isto nos faz aceitar seus pecados mentais e morais como sendo alegações físicas de nossa parte, daí cairmos em sofrimento, enquanto o idiota moral segue alegremente com seu papel de instrumento do ódio.
Portanto, podemos saber que não há tal coisa como idiotia moral ou um idiota moral em todo o universo de Deus. Ali mesmo onde o ódio e a maldade dizem serem capazes de usar alguém através desta crença, de fato, está o homem em sua verdadeira divindade causando a autodestruição do ódio. Podemos saber que o ódio não pode nos alcançar ou a nosso universo, nosso trabalho, nosso propósito inspirado por Deus, através de qualquer afirmação da idiotia moral, para nos perseguir, confundir, aborrecer, desmoralizar ou nos roubar de nosso ego espiritual.
*********************************************************
POSSE Adam H. Dickey
Existe uma crença entre os mortais segundo a qual estes podem se tornar possuidores privilegiados ou donos de alguma coisa. Quando um homem adquire bens imóveis, pelo processo normal da lei, ele tem um forte desejo de erguer uma cerca ao redor da sua propriedade e manter todo mundo afastado. Então segue-se a crença, reconhecida universalmente, de que ele possui uma certa porção da superfície da terra, de que a lei o protege e defende quanto a essa propriedade privada. Constrói ele uma casa e a ocupa, diz que é sua, e a ninguém é permitido aproximar-se dela ou nela entrar contra sua vontade, sem ser considerado um invasor. Em nosso nível atual de desenvolvimento, entende-se, comumente, que uma propriedade é algo que deveria ter um dono; que a terra e tudo que ela contém pode ser dividida em partes e pacotes, e que vários indivíduos podem reivindicar a posse de mais ou menos dela, excluindo todos os outros. Porém, tudo isto está baseado na suposição de que a matéria é substância e que o homem é o proprietário dela.
Vista através dos processos ilusórios da crença mortal, a verdade está aparentemente invertida; os pensamentos são exteriorizados em coisas; e estas coisas são reivindicadas, mantidas, e dominadas por indivíduos. Algumas pessoas têm uma grande quantidade de propriedades, outras um pouco, enquanto um grande número nada tem. Esta distribuição aparentemente desigual de posses materiais nutre inveja, ciúme, e contenda, provocando, freqüentemente, naquele que se encontra privado do desejo de seu coração, o uso de meios questionáveis, quando não da força física, para atingir seu objetivo. Sem dúvida, noventa por cento de todas as guerras e contendas no mundo foram provocadas e prolongadas pela invasão dos assim chamados direitos de propriedade, ou por um desejo de estender a possessão ou o domínio material.
Tão logo um homem se torne possuidor de uma certa quantidade de matéria; casas ou terrenos, ações ou debêntures; ele é inundado por uma sensação de responsabilidade pessoal por sua riqueza, e por um medo de que, a qualquer momento, este possa ser desapropriado dos seus bens. Todo o sistema do direito de propriedade e da divisão da propriedade está baseado na suposta substancialidade da matéria, numa ilusão que algum dia deve ser destruída pela lei de Deus, que declara que a Mente é a única substância. Esta mudança pode não acontecer toda de uma vez, mas, por meio de pensamentos e atitudes acertadas, se estabelecerá, no seu devido tempo, o verdadeiro conceito, isto é, "ao Senhor pertence a terra e tudo o que ela contém." (Salmos 24:1) Em verdade, tudo neste mundo pertence a Deus, e por reflexo também pertence ao homem, que é a imagem e semelhança de Deus. Quando tivermos alcançado o ponto em nossa demonstração em que pudermos reduzir as coisas a pensamentos, a multiplicação destes pensamentos será possível, para que todo indivíduo possa refletir e possuir tudo que pertence ao seu Criador.
Em algumas formas de pensamento já prevalece esta condição ideal, por exemplo, na matemática. Vamos supor que os números usados para fazer cálculos, em vez de serem aceitos como pensamentos, fossem considerados como objetos materiais. Em tal caso, cada matemático ou contador teria de consequir uma quantidade de algarismos que seriam feitos talvez de algum material durável como madeira ou ferro, e mantê-los guardados numa prateleira ou trancadas dentro de uma gaveta. Quando o matemático desejasse usá-los, ele os tiraria, os organizaria na ordem certa, e assim poderia resolver seus problemas. Se, em uma época de muito movimento, o estoque de algarismos do contador se esgotasse, ele teria de comprar mais ou talvez pedir alguns emprestado a um vizinho. Ele poderia chegar perto de um colega e dizer: “Eu gostaria de que você me emprestasse dois ou três cincos e alguns setes esta manhã; o meu estoque está esgotado. Seu colega poderia responder, "Lamento, mas tenho usado tantos cincos e setes ultimamente em meu trabalho que preciso de tudo que tenho e não posso atendê-lo.” Poderia até haver uma escassez de algarismos, o que afetaria a população inteira, e todo o mundo correria atrás delas. O preço dos algarismos aumentaria, e se as pessoas realmente acreditassem que estes objetos fossem uma necessidade, haveria tanta concorrência que o preço dos algarismos suficientes para fazer negócios seria proporcionalmente muito mais alto do que o custo de sua produção, e muitas pessoas teriam de ficar sem algarismos. Esta situação, porém, é impossível porque os números, em vez de serem coisas, são pensamentos, e como tal estão presentes em todo lugar, sem limite ou restrição. Nenhuma invenção da mente mortal nem qualquer esquema de manipuladores pode tirar de nós um único algarismo ou pode nos privar do acesso instantâneo a todos de que precisamos. Nenhuma guerra foi declarada porque uma nação tentou apropriar-se de mais do que sua parte da tabuada nem qualquer homem foi achado culpado de usar algarismos que ele sorrateiramente roubou de seu vizinho.
Algarismos não são coisas, mas sim pensamentos; eles são conceitos mentais, e como tal estão disponíveis a todo o mundo. Algum dia será percebido que isto é verdade não somente com relação aos algarismos, mas que cada assim chamado objeto material no universo é apenas a falsificação de alguma idéia divina e não como a mente mortal o representa . Chegará a hora em que a mente mortal abandonará sua crença de que as idéias são representadas por objetos materiais; e quando isso acontecer, não haverá mais medo de perda ou prejuízo daquilo que entendemos como idéia e não coisa. Poderemos então perceber o que Jesus quis dizer quando ele falou: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corróem, e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros [idéias certas] no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam nem roubam." (Mateus 6:19, 20)
Você talvez pergunte o que tudo isso tem a ver com nossa demonstração atual. Tem muito a ver. Cientistas Cristãos podem aumentar sua paz de espírito e se liberarem da responsabilidade através de pensamentos acertados e da tentativa de pôr em prática imediata os ensinamentos da Ciência Cristã. Se um homem está envolvido em um negócio que acredita lhe pertencer, do qual pense ser o criador e proprietário, e se ele se julga pessoalmente responsável pelo sucesso do negócio, pode haver uma grande sensação de peso inerente à sua posição. Ele pode sofrer com maus negócios, com perda de contratos comerciais, ou com qualquer das crenças próprias de sua ocupação ou profissão particular; e enquanto tiver a impressão de que o negócio pertence exclusivamente a si próprio, nunca estará livre de algumas das incontáveis crenças que supostamente afetam o comércio em geral e a ocupação dele em particular.
O remédio para esta condição é o homem começar a declarar e saber que tudo é Mente e as idéias da Mente; que não há absolutamente nada acerca de seu negócio que seja limitado ou material. Se Deus é o criador de tudo, e se tudo no universo pertence a Ele, então este negócio que o homem chama “meu” realmente é de Deus; e o homem se torna o senhor de seu negócio, à medida que conforma seus pensamentos e transações diárias à lei de Deus. Se ele reconhece isto, e aplica sua compreensão do Princípio da Ciência Cristã ao seu trabalho, seu medo e incerteza desaparecerão. Ele se achará administrando e fazendo negócios da maneira como Deus exige que seja feito, e exercitará o domínio e o controle à medida que se coloca sob a direção infalível da Mente divina.
Se uma mulher se considera dona de uma casa e que tudo dentro dessa casa é dela; se ela acredita que tem móveis e instalações que são sua propriedade pessoal; se ela sente que tem empregados para administrar e que tem de assumir o controle pessoal sobre eles como também sobre todos os outros acessórios domésticos, ela pode ficar tão sobrecarregada de responsabilidades que se achará totalmente inadequada para controlar a situação. Mas se ela está disposta a aceitar a Deus como governante do seu lar, converter coisas em pensamentos, e entender que "todas as coisas foram feitas por intermédio dele; e sem ele nada do que foi feito se fez" (João 1:3); se pode perceber que a inteligência divina governa e controla seus empregados, sua casa e tudo o que ela contém, ela perderá imediatamente toda sensação de preocupação, temor, e confusão, e verá que a lei divina de paz e harmonia tomou posse de seu lar e o administra. Se ela percebe que os empregados estão trabalhando para Deus e não para ela, e que tudo que tem a ver com a casa é projetado para revelar e expressar a lei da perfeição, as coisas então correrão muito mais suavemente para todos conectados com essa casa, e paz e alegria sobrevirão a todos que nela entrarem.
Há outra fase da posse que seja talvez uma das mais fortes crenças mortais. Os pais acreditam ser criadores privilegiados; que podem usurpar o poder criativo da Mente divina e ter seus próprios filhos, e que são inteiramente responsáveis pela formação, educação, e bem-estar futuro deles. Este sentimento por parte dos pais abre a porta à sugestão de fracasso; e as aflições e tribulações que supostamente acompanham a posse e o controle dos filhos os assaltam de todo lado. Eles têm de aprender que Deus é o único Pai e a única Mãe; que o homem é progênito de Deus; que ele não é físico ou material, mas sim espiritual, refletindo e expressando a sabedoria, o amor, e a inteligência do ser infinito. Assim que esta forma de pensamento é adotada, a falsa sensação de responsabilidade que a mente mortal pôs sobre os pais é retirada, e estes podem então, da maneira correta, confiar em Deus para cuidar de seus filhos, sabendo que nada pode interferir com os resultados harmoniosos que acompanham a proteção divina.
Tudo pertence a Deus; nada pertence a nós. O homem não é nem criador nem dono. Como Cientistas Cristãos, podemos começar a perceber isto imediatamente, e os resultados serão rápidos e satisfatórios. Mas quando renunciamos a qualquer noção de posse pessoal, isto não significa que temos de sacrificar tudo o que nos é caro ou que seremos realmente privados de alguma coisa. Pelo contrário, significa que, através de um maior entendimeno de que tudo é Mente e as idéias dessa Mente, conseguiremos gradualmente a posse de tudo aquilo que nos é valioso. Isto certamente é uma maneira mais gratificante de trazer Deus para a nossa experiência do que nos agarrar às velhas ilusões materiais. O mero ato de sacrificar algo não é, em si mesmo, uma virtude, nem se pode obter algo assumindo uma falsa sensação de humildade. É verdade que há muito para sacrificar, mas são sempre as mesmas velhas e insatisfatórias crenças que deixamos para trás, e à medida que desapareçam, estas são superadas pelas idéias corretas, as quais nos dão um sentido de liberdade, de poder e de posse muito maiores do que já tivemos um dia.
O que quis dizer Jesus pela declaração: "Ao que tem se lhe dará; e ao que não tem, até o que tem lhe será tirado” (Mateus 25:29)? Ora, era isto: aquele que tem a idéia certa é realmente aquele que "tem", e suas posses tendem a aumentar; enquanto que aquele que tem o pensamento errado é o que "não tem”, e terá forçosamente de perder até mesmo aquilo que parece ter. O que nós precisamos fazer, então, é mudar o nosso método de pensar. O ditado de Jesus: "Buscai, pois, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33), se torna possível só por meio da Ciência Cristã.
Em Miscellaneous Writings, a nossa Líder diz, “Mantendo a idéia certa do homem em minha mente, posso melhorar minha individualidade, minha saúde e meus padrões morais bem como os dos outros.”(Mis 62:1-3) Todas as coisas são realizadas pela idéia certa, que se afirma na consciência humana e nos desapropria das nossas falsas crenças. A única coisa que pode acontecer ao sentido humano das coisas é ele desaparecer, exatamente à proporção que compreendermos a idéia correta.
É uma lei da metafísica o fato de que o pensamento se externaliza. Então, a idéia correta na Ciência Cristã se manifesta naturalmente em expressão e traz o pensamento até uma demonstração. Quando atingirmos o ponto de vista do qual possamos ver todas as coisas materiais como apenas crenças; e que estas crenças possam ser transformadas e melhoradas por meio da idéia certa, então começaremos a trazer para nossa experiência as coisas mencionadas por Paulo quando ele disse: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam”.(I Cor 2:9)
Outra linha de pensamento que se insinua a esta altura, é a de que os mortais acreditam possuir uma mente que eles chamam suas próprias mentes, e que podem pensar e desejar como querem com esta mente. Esta crença conduz a uma outra conclusão errônea, isto é, a de que possuímos um corpo que pertence a nós mesmos; que temos olhos, orelhas, e pulmões pessoais, e um estômago próprio, os quais acreditamos serem todos materiais, e que somos responsáveis pelo bem-estar destes. Quando esta crença toma posse de nós, a próxima coisa que a mente mortal alega é a habilidade de nos privar da visão e da audição, etc.; e que nosso estômago pode ficar desordenado ou enfermo. Tudo isto é o resultado de acreditarmos em um outro criador além de Deus, em uma outra inteligência e poder aos quais rendemos obediência. “Não sabeis," disse Paulo, "que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos?” (Rom 6:16)
O único remédio para os males da carne é corrigir as falsas crenças que as produzem, através da idéia certa. Em Ciência e Saúde nossa líder escreve: "Nota como o pensamento faz empalidecer o rosto. Ele retarda ou acelera a circulação, tornando pálida ou enrubescida uma face. Do mesmo modo, o pensamento aumenta ou diminui as secreções, a ação dos pulmões, dos intestinos, e do coração. Os músculos, movendo-se rápida ou lentamente, e impelidos ou paralisados pelo pensamento, representam a ação de todos os órgãos da constituição humana, inclusive o cérebro e as vísceras. Para eliminar o erro que produz a desordem, tem de acalmar e instruir a mente mortal com a Verdade imortal.” (C&S 415:18)
Segundo a maneira de pensar da mente mortal, os pensamentos são exteriorizados como matéria, a qual chamamos de corpo. Quando entendemos isto, e compreendemos o que Sra. Eddy ensina a respeito da exteriorização do pensamento, percebemos que nossos corpos são, nem mais nem menos, a expressão externa de nosso pensamento. Então, para curar o que parece ser uma condição doente do corpo, precisamos abandonar todo pensamento sobre ele como sendo material, e reconhecê-lo como um produto puramente mental; uma condição objetivada do sentido material; cuja correção, ao se substituir a falsa crença pela idéia espiritual, de acordo com a lei de Deus, produzirá saúde e harmonia.
Deus é o único criador, e tudo que Ele cria tem de ser semelhante a Ele. O homem é a agregação individualizada de idéias corretas, a idéia composta de Deus que inclui estas idéias corretas. Saber quer dizer ser, pois "para Deus, saber é ser". (Não e Sim 16:1) Conseqüentemente, o que o homem sabe de Deus constitui o seu ser, e a consciência do homem consiste tão somente no conhecimento dessas idéias corretas que já existem na mente de Deus. É cientificamente impossível colocar um pensamento errado na consciência; e não pode haver nenhuma imperfeição na Mente, pois o que quer que Deus saiba é perfeito e inviolável e jamais pode ser mudado nem alterado de forma alguma. Nada existe além de Deus e aquilo que Deus cria; por conseguinte, há uma só idéia correta de que quer que seja. Em Ciência e Saúde lemos, "A Mente divina mantém distintas entre si, e eternas, todas as identidades, desde a duma folha de relva até a duma estrela”. (C&S 70:12-14)
A crença mortal, em sua tentativa de enxergar materialmente, cria o olho humano o declara ser este o órgão da vista, enquanto, em realidade, a vista é uma qualidade da Mente, inteiramente independente de íris, pupila, lente ou outras partes do organismo visual. Quando Jesus disse: "São os olhos a lâmpada do corpo” (Mateus 6:22) ele não estava se referindo a um olho material, mas a uma condição mental. Conseqüentemente, o que a Mente sabe sobre aquilo que chamamos de “olho” é tudo o que há para saber.
Isto também é verdade com relação ao que a mente mortal chama de coração, fígado, pulmões, e tudo o mais que compõe o assim chamado corpo material. A mente mortal insiste em que o homem é matéria organizada, porém as crenças da mente mortal não são substantivas, e permanece o fato de que a única organização que existe ou pode existir é a idéia espiritual composta, da qual o organismo material é a contrafação. Já que só pode existir uma idéia correta de tudo, existe apenas um conceito correto de “estômago”. Ele não é feito de matéria; não é uma coisa material. É um conceito mental, e como tal, tem seu lugar legítimo na Mente divina. Qualquer outro conceito de estômago é falso e enganoso, e deve ser eventualmente destruído. "Todo objeto no pensamento material será destruído, mas a idéia espiritual, cuja substância está na Mente, é eterna,” (C&S 267:1,2) diz o nosso livro-texto.
É chegada a hora de os Cientistas Cristãos deixarem de tentar medicar órgãos doentes e se dedicarem a trocar os seus modelos defeituosos por crenças melhores e mais aperfeiçoadas, que é o único verdadeiro método de cura. Deus é a lei da saúde e da harmonia de todas as Suas próprias idéias; e não só isto é verdade, como também que a lei de Deus, que governa a idéia espiritual perfeita, é a lei da perfeição quanto à crença humana das coisas, e isto inclui todos os órgãos da constituição humana. O que quer que Deus saiba sobre a mão, o olho, e o pé é tudo o que há para saber sobre estes. Ele sabe que eles não são materiais, porém idéias perfeitas, harmoniosas, e úteis, e que a identidade deles é distinta e eterna. Se um homem tem um conceito errado de mão, olho, ou pé, sua única salvação é adquirir a idéia correta sobre estes membros. Se o seu corpo for ferido, é o seu conceito sobre o corpo que será afetado, não o conceito de Deus, e seu remédio é deixar rapidamente sua crença errônea de corpo e se reconciliar com a idéia de Deus. "Reconcilia-te, pois, com ele [Deus], e tem paz”. (Jó 22:21)
Em Miscellany (218:5-12), a Sra. Eddy escreve: "Nem o Velho nem o Novo Testamento fornece razões ou exemplos para a destruição do corpo humano, mas para sua restauração à vida e à saúde como a prova científica de 'Deus conosco.' O poder e a prerrogativa da Verdade destruirão toda a doença e ressuscitarão o morto - -até mesmo o próprio Lázaro. O corpo espiritual, a idéia incorpórea, veio com a ascensão".
Não podemos ter nenhum outro corpo a não ser a única idéia perfeita e incorpórea. Sendo o homem a idéia composta de Deus, segue-se naturalmente que tudo o que está incluído na consciência humana tem de ser espiritual e perfeito, ou então não é a consciência que Deus conhece e que o homem deveria ter. A matéria jamais pode ser espiritualizada; mas nossa crença errônea que se apresenta como matéria pode ser corrigida, e assim espiritualizada. Para curar um coração defeituoso, que é simplesmente uma crença errada a respeito do coração, deve-se repudiar o testemunho do sentido material e afirmar a presença da idéia de Deus, a fim de melhorar seu falso conceito. Não é necessário que se saiba exatamente qual é a idéia divina por trás da crença humana sobre coração. Tudo o que precisamos saber é que o seu sentido errado de coração, que parece ser material, não é o sentido correto. Existe uma idéia correta de Deus da qual a crença humana de coração é a contrafação; e essa idéia de Deus está presente aqui e agora e não há outra. Se um homem tem uma crença doentia de estômago, o único remédio é reconhecer a falsidade de tudo que a mente mortal diz sobre estômago e tomar posse da idéia de Deus, que é a única realidade perfeita.
Toda doença é devida a uma crença errada das coisas, e o único remédio é adquirir a idéia correta. Pelo fato de existir uma idéia correta de coração e uma idéia correta de estômago, podemos compreender o que a nossa Líder queria dizer quando ela escreveu no livro texto, “A Ciência divina...exclui a matéria, reduz as coisas a pensamentos, e substitui os objetos do sentido material por ideais espirituais”.(C&S 123:12-16) Se não existissem quaisquer idéias espirituais para substituir os objetos do sentido material, nossas crenças doentias jamais poderiam ser corrigidas nem nossos corpos curados cientificamente. Deus não está separado de Suas idéias. A idéia espiritual do que quer que seja está sempre presente e leva com ela o poder e a atividade da Mente infinita; e quando esta idéia espiritual é aplicada à falsa crença, produz um resultado harmonioso.
Se é verdade que uma crença errada sobre o corpo se manifesta em uma condição material desordenada, então a idéia correta que corrige esta falsa crença tem de produzir uma manifestação física melhorada. Jamais podemos curar tentando exercitar o poder da Verdade sobre um corpo doente. É o exercício do poder da Verdade sobre uma crença de doença que produz os resultados curativos.
A Ciência Cristã é uma ciência exata, e como tal não permitirá nenhuma divergência do seu Princípio e regra. Ela exige que o estudante, para poder demonstrar a verdade dessa Ciência, tenha a capacidade de satisfazer suas exigências. Jesus disse, "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. (João 8:32) Então um conhecimento da verdade do que a Ciência Cristã ensina é absolutamente necessário para podermos demostrá-la. Todos nós estamos mais ou menos sofrendo sob os efeitos da crença de que o homem é um ser humano separado de seu criador, com uma mente e uma inteligência que pertencem só a ele. Esta crença deve ser destruída; e o único método para realizar sua destruição total é manter constantemente no pensamento a idéia correta e declarar a presença e a atividade de todas as idéias de Deus. À medida que essas idéias se tornem mais reais para nós, a assim chamada mente humana desaparece e nos tornamos mais parecidos com Ele; mais parecidos com a sabedoria infinita, mais parecidos com a Verdade e o Amor. Então acontecerá como está escrito pelo profeta, 'A terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar". (Hab 2:14)
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
O Pai–Nosso, em Aramaico
Em Jerusalém no Monte das Oliveiras, na "Igreja do Pai – Nosso", esta oração encontra-se escrita em aramaico, em uma pedra branca de mármore, na forma como era invocada pelo Mestre Jesus.
O aramaico era um idioma originário da Alta Mesopotâmia, (séc VI ac), e a língua usada pelos povos da região.E Jesus sempre falava ao seu povo em idioma aramaico.
Abvum d'bashmaía
"Pai-Mae", respiração da Vida, fonte do som,
Ação sem palavras, Criador do Cosmos!
Faça Sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós,
para que possamos torná-la útil.
Netcádash shimóch
Ajude-nos a seguir nosso caminho
Respirando apenas o sentimento que emana do Senhor.
Tetê malcutách Una
Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu,
para que possamos caminhar como Reis e Rainhas, com todas as criaturas.
Nehuê tchevianách aicana d'bashimáia af bárha
Que o Seu e o nosso desejo sejam um só,
em toda Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual,
assim como em todas as comunidades.
Hôvian lácma d'suncanán iaomána
Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós,
pois assim sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.
Uashbocan háubeing uahtehin aicána dáf quinan shbuocán l'haiabéin
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo
possa iludir-nos, e nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.
Uêla tahlan l'nesiúna. Êla patssan min bíxa
Não nos deixe sermos tomados pelo esquecimento de que o Senhor é o Poder,
a Força do mundo, e a Canção que se renova de tempos em tempos e a tudo embeleza
Metúl diláhie malcutá uaháila uateshbúcta láhlám.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.
Almín.
Que assim seja!